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"Partilhamos"

Partilhamos... em abril

Setor Adulto
O 25 de Abril na Literatura Portuguesa

A Revolução dos Cravos, que ocorreu em 25 de abril de 1974, derrubou o regime ditatorial, que marcou a História de Portugal durante quase meio século.

Numa sociedade profundamente marcada pelo autoritarismo, a produção literária era censurada e os seus autores perseguidos.

Desde então, muita coisa mudou. Foi conquistada a liberdade de expressão, sem receio da censura, sem medo da força das palavras.

Democracia, liberdade, paz e igualdade deram o mote a muitos escritores, sem necessidade de se refugiarem em subtilezas de expressão. 

No ano em que se comemoram 47 anos do Dia da Liberdade, a Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva homenageia Manuel Alegre, José Saramago, Ary dos Santos, Sophia de Mello Breyner Andresen, Lídia Jorge, entre outros nomes de relevo da literatura portuguesa.
Era uma vez um país 
onde entre o mar e a guerra 
vivia o mais infeliz 
dos povos à beira-terra
(…)
 Disse a primeira palavra 
na madrugada serena 
um poeta que cantava 
o povo é quem mais ordena.

Ary dos Santos, "As portas que abril abriu”

Setor Infantil e Juvenil
Abril livros mil – grandes escritores para pequenos leitores

Através da ficção infantil, grandes escritores transmitem ao público mais jovem mensagens pedagógicas, sentimentos e emoções.

A leitura assume particular importância na educação infantil como experiência basilar para fomentar os hábitos leitores e o sucesso da aprendizagem das crianças e jovens. Os hábitos de leitura na idade escolar favorecem o enriquecimento do vocabulário, a criatividade, a capacidade de interpretação e sentido crítico, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes.

O Setor infantil e juvenil da Biblioteca Municipal destaca obras e escritores como A maior flor do mundo, de José Saramago, O segredo do rio, de Miguel Sousa Tavares, As mais belas coisas do mundo, de Valter Hugo Mãe, Aquela nuvem e outras, de Eugénio de Andrade, A historia do hidroavião, de António Lobo Antunes, O gato e o escuro, de Mia Couto, O gato malhado e a andorinha Sinhá, de Jorge Amado, A sinfonia dos animais, de Dan Brown, entre outros. 

Setor Multimédia: cinema
Alec Guinness

Alec Guinness, ator britânico de cinema e teatro, nascido a 2 de abril de 1914 em Londres, Reino Unido, e falecido em 5 de agosto de 2000. Considerado um dos mais talentosos e versáteis atores da sua geração, recebeu o título de Sir em reconhecimento pelo seu trabalho. Em 1978, pelo seu papel no filme de George Lucas Star Wars - Episódio IV: uma nova esperança, foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator Secundário e ganhou o prémio Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, USA e o Evening Standard British Film Award.

Fotografia: Alec Guinness em 1973, por Allan Warren

Setor Multimédia: música
John Towner Williams

John Towner Williams, nascido a 8 de fevereiro de 1932 em Nova Iorque, EUA, é um compositor e maestro americano premiado várias vezes pelas suas bandas sonoras. Amigo de Steven Spielberg, assina quase todas as bandas sonoras dos seus filmes, tais como os temas inesquecíveis de Jaws - O Tubarão, E.T. – O Extraterrestre, Jurassic Park e A Lista de Schindler. 

A sua participação no filme "Star Wars - Episódio IV: Uma Nova Esperança” de George Lucas (1977) permitiu-lhe vencer, entre vários prémios, o Óscar de Melhor Música Original, um Globo de Ouro, um BAFTA Award e um Los Angeles Film Critics Association Award.

Setor Multimédia: Brincando aos Clássicos, de Ana Faria
Personagem musical – Pedro

Ana Faria, nascida em 1949 em Nova Lisboa, atual Huambo, Angola. A gravação do álbum Brincando aos Clássicos, em 1982, construído com letras da sua autoria a partir de adaptações das sinfonias clássicas de compositores como Beethoven, Mozart, Chopin, Verdi e outros, tornou Ana Faria numa referência na música infantil portuguesa. O sucesso do disco deu oportunidade gravação de Brincando aos Clássicos 2, em 1983. 
Entre à as participações especiais do coro de crianças, contava ainda com a presença dos três filhos: Pedro, Nuno e João Faria Gomes (que mais tarde, se tornariam célebres com o nome de Queijinhos Frescos).


Lírica Musical: Canção do Pedro

(Adaptada do "Concerto para Piano Nº1” de Tschaikovsky)

"Quando eu era pequeno não queria fazer ó-ó; 
Gostava de andar ao colo (quem me habituou mal foi a avó).
Quando eu estava no berço, punham-me a roca na mão, mas eu não queria saber
Só queria ver a brincadeira que ia entre o Nuno e o João.”

Depois cresceu mais um pouco, passou a andar na escola,
Faz muitas cópias e contas, toca piano, joga à bola.
As notas são muito boas. Só uma não há-de ser: é a da hora do almoço,
Quando há sopa, o Pedro é sempre o último a acabar de comer.

Com o seu amigo Bruno ele passa o tempo a brincar:
Dizem que são detetives, que estão a "detetivar”.
Descobrem pistas na aula, no recreio ou na cantina: o seu primeiro caso
Foi o de um cromo que desapareceu da pasta de uma menina."

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