Almeida Henriques desafia viseenses a uma "voz ativa" no futuro do Centro Histórico

O Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, desafiou hoje os viseenses a terem uma “voz ativa” no futuro do Centro Histórico da cidade. Almeida Henriques fez esse apelo na apresentação à imprensa da proposta de estratégia para o Centro Histórico, que foi hoje colocada a consulta e debate públicos.

“Reabilitar com Paixão, Recuperar o Coração” é o título da estratégia, disponível no sítio web do Município (http://www.cm-viseu.pt/index.php/rtl-demos/estrategia). Na mesma página é possível deixar um comentário ao documento.

“O Centro Histórico é uma paixão. Não uma paixão apenas do Presidente da Câmara, mas uma paixão dos viseenses. Este é o coração antigo da Cidade, mas é também o lugar onde os viseenses têm o seu coração”, afirmou Almeida Henriques.

Prometendo dedicar os próximos dois meses ao debate público da estratégia, o autarca sublinhou que “as pessoas estarão no centro desta estratégia e no centro do processo. As pessoas terão de ser a alma do projeto de revitalização do Centro Histórico”.

A primeira reunião participativa está já agendada para 7 de Maio e reunirá os comerciantes do Centro Histórico e a Associação de Comerciantes do Distrito de Viseu. Seguir-se-ão reuniões com residentes, o Conselho Estratégico de Viseu e o Conselho Municipal da Juventude, entre outras.

No encontro com jornalistas, o Presidente da Câmara de Viseu afirmou não desejar “nem uma reabilitação de fachada nem um debate de fachada. Também não desejo uma democracia episódica, de quatro em quatro anos”.

Reabilitar, repovoar e revitalizar o Centro Histórico de Viseu é o triplo objetivo da estratégia apresentada, para uma década, que é também o horizonte da aplicação de um novo quadro comunitário de apoio.

Dos 628 edifícios do Centro Histórico, 152 estão em mau estado de conservação, sendo a maior percentagem do edificado anterior a 1945. No período de 2006 a 2013 foram genericamente reabilitados 45 edifícios envolvendo a promoção privada. No período de 2001 a 2013 foram reabilitados, por ação da “Viseu Novo SRU”, 11 edifícios que envolveram um investimento global de cerca de 4,8 milhões de euros.

Segundo Almeida Henriques, “é no Centro Histórico que se encontram muitos dos recursos e oportunidades para o desenvolvimento de Viseu. O potencial de desenvolvimento urbano, económico, social e turístico do Centro Histórico precisa ainda de ser concretizado. E este é um desafio coletivo”.

A “visão estratégica” apresentada no documento refere que o Centro Histórico de Viseu “será um território cultural sustentável, atrativo, dinâmico e inclusivo, que valoriza o seu património histórico, arquitetónico, simbólico e social, combina harmoniosamente funções habitacionais, turísticas e económicas, é palco de eventos relevantes e é aberto à inovação e à criatividade artística, social e económica”.