Medidas de segurança a tomar na realização de queima de sobrantes

Na realização de queima de sobrantes de exploração, após a realização de corte de matos, corte de silvas e/ou poda de árvores e arbustos, para sua segurança e para segurança do espaço agro-florestal, devem ser tomadas as seguintes precauções:

- Efetuar pequenos amontoados de sobrantes de exploração, devidamente espalhados pela propriedade;

- O amontoado de sobrantes de exploração, deve ser efetuado numa clareira e/ou espaço aberto, para não prejudicar árvores e arbustos e evitar uma possível ignição pela emissão de faúlhas na copa das árvores;

- Para além do já anteriormente referido, não deve efetuar o amontoado de sobrantes de exploração a menos de 30 metros de linhas elétricas, edifícios, habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas, arrumos, pilhas de lenha, condutas de gás e estradas, para salvaguarda de pessoas e bens;

- Caso não seja possível efetuar vários amontoados de sobrantes de exploração pequenos, pode-se optar por colocar gradualmente os sobrantes de exploração, para evitar a produção de muito calor e uma elevada emissão de faúlhas;

- O amontoado de sobrantes de exploração, deve ser vigiado no mínimo por 2 pessoas;

- Ao redor do amontoado de sobrantes de exploração deve ser limpa uma faixa de 2 metros de largura, isenta de vegetação, para não existir propagação do fogo;

- O amontoado de sobrantes de exploração deve ser vigiado permanentemente, tendo sempre à mão enxadas, pás, mangueiras e outras ferramentas. A água deve estar sempre acessível, seja através de recipientes, mangueiras, poços ou nascentes. Em alternativa, poder-se-á utilizar terra;

- Na extinção do amontoado de sobrantes de exploração, deve utilizar água e/ou terra, certificando-se que não existe combustão no interior das cinzas. Para tal, utilize os utensílios para remexer a zona queimada, apagando qualquer réstia de materiais combustíveis;

- O amontoado de sobrantes de exploração deve ser vigiado durante várias horas após a extinção, de modo a evitar reacendimentos.

Para além das precauções anteriormente enunciadas, devem ser ainda tidos em consideração os seguintes aspetos:

a) Temperatura do ar – temperaturas elevadas torna os combustíveis mais secos e susceptíveis de entrarem em combustão.

b) Vento – é o responsável pela oxigenação da combustão e arrastamento de faúlhas que poderão provocar focos de incêndio a distâncias consideráveis e pela inclinação das chamas sobre outros combustíveis que não interessam queimar. Evitar realizar a queima num dia de vento, sobretudo se este for de direção variável. O vento não deverá soprar no sentido de zonas de grande acumulação de combustíveis agro-florestais.

c) Declive – evitar a realização de queima de sobrantes de exploração em locais onde o declive seja acentuado. Material incandescente pode libertar-se do amontoado de sobrantes de exploração e rolar encosta abaixo provocando focos de incêndio.

d) Utensílios – utensílios de uso agrícola tais como ancinhos, pás e enxadas ou tratores com alfaias tipo grade de discos poderão ser utilizados para criar o espaço adequado para realizar a queima de sobrantes de exploração, para mais facilmente controlar o amontoado e para auxiliar na extinção final da combustão.