Na substituição total da caixilharia existente por outra nova, deverá ser mantido um desenho tão próximo quanto possível da imagem do original, pelo que se preconiza, por ordem de preferência, uma das seguintes soluções:

  • caixilharia de madeira de tipo igual, ou superior, ao original e com desenho semelhante, ou igual se possível, ao da original;

  • caixilharia de alumínio lacado com composição, perfis e cores adequados a uma intervenção no Centro Histórico e particularmente no caso de Viseu às janelas de guilhotina de cor branca com pinázios internos muitos esbeltos embora suportando vidros duplos. A caixilharia em PVC dificilmente se adequa ao desenho tradicional do Centro Histórico, nomeadamente de janelas, mas adequa-se quando haja uma substituição total dos vãos com um novo desenho mais simplificado. Nestas situações deve prever-se a substituição dos vidros simples por vidros duplos. Neste tipo de caixilharia deverão ser recusadas as soluções correntes de alumínio anodizado, cuja existência se verificou no Centro Histórico há uns anos com alguma expressão.

 

Fig. 	9.71 Fig. 	9.72
Fig. 9.71 | O caixilho de madeira é a solução tradicional e integrada com pinázios muito delgados Fig. 9.72 | Hoje é possível realizar caixilhos em alumínio lacado com boa adaptação ao modelo antigo

 

 

a.2) Selecção, tratamento e preparação da madeira

A utilização da madeira quer em novas caixilharias, quer em todas as intervenções de reparação, deve basear-se nos critérios gerais adoptados para o pinho nacional, tendo em consideração as características do material lenhoso, a sua conversão, secagem, laboração e tratamento.

Na escolha da madeira deve-se preferir a que apresenta crescimentos regulares, sem fio torcido exagerado, fendas em número elevado, manchas ou colorações anormais, devendo-se excluir a que apresente vestígios de ataques biológicos, com teores de humidade inferiores a 20%. e exigir que estejam tratadas com produtos de preservação e tratamento, se possível, em auto clave.

Estes produtos preservadores são também os que se devem utilizar normalmente nos tratamentos curativos em peças aplicadas com patologias, uma vez removidas as partes afectadas não recuperáveis, e nas peças novas que substituem aquelas remoções.

a.3) Pinturas, envernizamentos e as suas reaplicações

Nas pinturas deve aplicar-se um primário oleoso seguido de subcapa e acabamento com esmalte, de preferência acrílico. Para maior durabilidade pode aplicar-se uma tinta micro porosa. Ao invés as velaturas e os vernizes, mesmo de poliuretano, exigem reaplicações mais frequentes.

Nas reaplicações é sempre necessário retirar as substâncias estranhas, tais como restos de tinta ou verniz, eliminando-as até à superfície da madeira, ou do primário, se estiver em condições.

No caso de existir uma pintura ou envernizamento sem defeitos significativos poder-se-á proceder á sua manutenção, a qual consistirá na lixagem para criar rugosidades, seguida da aplicação de uma demão de tinta de acabamento ou de verniz do mesmo tipo dos existentes.

A pintura, designadamente a branco, é a solução mais consonante com o Centro Histórico.

 

Fig. 	9.73 Fig. 	9.74
Fig. 9.73 | Estes caixilhos de aço apresentam perfis mais esbeltos e uma imagem adequada à idade dos imóveis Fig. 9.74 | Recentemente ainda se usam estes perfis de aço por ex.º por razões de alguma segurança

 

 

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