Estas anomalias estão duma forma geral, ligadas à existência de fissurações nas paredes e a sua reparação é conseguida através do refechamento dessas fissuras.
No caso de fendas de pequena espessura, a sua reparação deve ser articulada com a reparação pontual dos rebocos exteriores e sua preparação para receberem (nova) pintura (vd. 9.7.1), enquanto que em fendas de grande espessura e, naturalmente, profundidade, devem ser tidas em conta, em primeiro lugar, as recomendações de reparação e reabilitação preconizadas em 9.3) para as patologias em paredes mestras. Portanto só depois devem ser reparados os revestimentos, nomeadamente os rebocos.
Esta matéria é retomada em termos construtivos no ponto próprio da reabilitação não estrutural de elementos da envolvente, em 9.7.1).
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| Fig. 9.53 | Todos os elementos horizontais salientes nas fachadas devem receber superiormente aplicação impermeabilizante |
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Zonas pequenas ou grandes mostrando o destacamento, ou a quebra, do revestimento devem receber remoção e limpeza seguida de reparação da parede antes de reposição de novo reboco similar ao anterior, com aplicação de rede ao longo da junção com o reboco vizinho. Todos os elementos horizontais salientes nas fachadas (designadamente em pedra ou betão, muitas vezes marcando os pavimentos) devem receber tratamento impermeabilizante ao longo da sua entrega nas paredes.
(ii) - Humidade por condensação
As condensações ocorrem quando o vapor de água produzido no interior das habitações não é devidamente evacuado para o exterior pela ventilação, porque ao encontrar superfícies frias, passa ao estado líquido sobre essas superfícies por atingir a saturação provocando humidade na construção.
Duma forma geral estas anomalias traduzem-se pelo aparecimento de manchas de humidade generalizadas, ou localizadas, nas zonas mais frias - pontes térmicas - sobre as quais se desenvolvem manchas de fungos.
A reparação deste tipo de anomalias pode ser conseguida através de uma melhoria das características térmicas da envolvente dos edifícios, do aumento da temperatura ambiente interior, ou do reforço da ventilação. Tendo em consideração as características dos edifícios do Centro Histórico, preconiza-se a adopção prioritária desta última solução, com excepção das que são em paredes mistas, em que a prioridade deve ser o reforço do isolamento térmico pelo interior.
