g) Reforço da capacidade de resistente dos vigamentos primitivos

(chapas, perfis metálicos, laminados CFRP)

No seguimento do contexto estrutural anterior, neste tipo de reforço a falta de capacidade resistente e de deformabilidade do pavimento não será compensada com a introdução de novos elementos, mas antes através do aumento da resistência e rigidez das secções das vigas existentes [3]. Este objectivo é alcançado com a aplicação de chapas metálicas ou perfis de aço ligados/pregados a esses vigamentos de madeira [vd. Fig. 9.25 b)]. Deste modo, constituem-se vigas mistas aço/madeira, devendo ter-se o cuidado de seleccionar a altura e a espessura das chapas e/ou perfis em função da nova secção – composta homogeneizada (relação 20:1 entre propriedades de rigidez de aço / madeira)

 

Fig. 	9.34
Fig. 9.34 | Reforço estrutural localizado de viga ou asna, com abraçadeira de aço aparafusada

 

 

Na Fig. 9.27 esquematiza-se o reforço localizado de um elemento de viga ou asna de madeira, mediante a aplicação de uma abraçadeira de aço (espessura 8 mm) numa zona de fenda de flexão (ou esmagamento), passível de ter ocorrido por deformabilidade excessiva. Na zona reforçada, com cerca de 0,60 m, a chapa de aço que envolve a fenda é ligada e apertada à madeira por aparafusamento atravessante em todo o elemento estrutural.

Estas últimas soluções de reforço, para controlo ou limitação das flechas dos pavimentos e das coberturas, podem ser concebidas segundo duas intenções: limitar a deformação da estrutura a partir da data da operação de reforço – reforço passivo; ou corrigir a deformação antes da aplicação do reforço – reforço activo.

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