Chama-se a atenção para um aspecto que se considera importante – uma vez que as estruturas das coberturas são as que apresentam maiores níveis de deformabilidade excessiva e, muitas das vezes, estados avançados de degradação, não será de excluir a opção, porventura mais vantajosa, da sua reconstituição quasi integral, reaproveitando sempre que possível algum do melhor madeiramento preexistente. Nos casos de existência de grandes deformações ao nível dos pavimentos dos pisos (ou mesmo das coberturas) deve ser restabelecida a posição inicial antes de se proceder aos trabalhos de reparação, consolidação e reforço. Porém, tal implicará intervenções complexas, no que respeita à simultaneidade da realização das operações com a manutenção dos ocupantes.
e) Redução do vão / deformabilidade pela inserção de novos vigamentos
(vigas adicionais de reforço de madeira ou outras, pré-esforço exterior)
A redução do vão dos pavimentos à custa da introdução de apoios intermédios ou continuidade de apoios constituem uma das formas possíveis de reduzir as flechas excessivas verificadas, essencialmente, nas zonas centrais dos pavimentos. A forma mais prática consiste na colocação a meio vão de vigas transversais ao vigamento principal do pavimento [vd. Fig. 9.24 a)].
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| Fig. 9.31. a | Colocação de viga transversal ao vigamento do pavimento | Fig. 9.31. b | Adição de cabos de pré-esforço exterior pavimento | |
| Fig. 9.31 | Redução da flecha de pavimentos de madeira (adaptado de [2, 14]): | ||
Outra solução mais apropriada para vãos significativos, ainda que económica e tecnologicamente distinta, poderá ser a aplicação de pré-esforço exterior sob os vigamentos mais deformados [vd. Fig. 9.24 b)]. Os cabos de aço são aplicados externamente aos elementos a pré-esforçar, tomando apenas contacto com estes em pontos localizados – ancoragens activa e passiva e pontos de desvio, ao longo do vão em que se pretende contrariar as flechas excessivas.

