As operações envolvidas nesta técnica são relativamente acessíveis quer económica quer tecnicamente, à parte dos custos inerentes às resinas. Além disso, também requer mão-de-obra especializada e exige cuidado acrescido no processo de aplicação e faseamento das injecções e/ou ligações. Deve ser assegurada a compatibilidade mecânica entre materiais em termos de resistência e deformação. Nesse sentido deve ser dada inteira prioridade à selecção das resinas / argamassas, de forma que o material resinoso seja dotado de uma capacidade resistente e um módulo de elasticidade próximos dos associados à madeira, i.e., 10 MPa para resistência à flexão e 10 GPa para o módulo de elasticidade em flexão [2].

 

Fig. 9.29
Fig. 9.29 | Desenho da reconstituição e reforço de peças de madeira (adaptado [14])

 

 

Esta técnica revela-se de especial importância ao nível das coberturas, sendo precisamente nas zonas de ligação com as paredes resistentes, simples ou nos coroamentos e/ou frechais existentes, que se reparam diversos problemas nos sistemas de apoios das vigas cujas extremidades carecem de intervenção. Esta temática será abordada especificamente mais à frente, no que respeita às ligações.

 

Fig. 9.30 a Fig. 9.30 b
Fig. 9.30 | Reparação, reconstituição e consolidação de zonas degradadas de peças de madeira em coberturas, com resinas injectadas, moldes de madeira, colagens, dispositivos de ligação, aparafusadores (extraído de [14])

 

 

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