As soluções de ligação entre as partes antigas e as novas dependem de cada situação particular. No entanto, será quase sempre recomendável que sejam utilizados os meios mecânicos (e.g., chapas metálicas aparafusadas ou cobrejuntas de madeira pregados). As ligações poderão ser acompanhadas com a introdução de ferrolhos, varões de aço ou de fibra de vidro em sulcos ou furos preenchidos por argamassas ou resinas epoxídicas. Não obstante, esta última técnica associa-se a um melhor comportamento que se pretende para as zonas de interligação entre estruturas distintas (e.g., paredes – pavimentos, paredes – coberturas), de forma a garantir-se um bom desempenho global do edifício quer às acções verticais quer sobretudo às solicitações horizontais (vd. secção seguinte 9.4.4.3).
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| Fig. 9.23 | Esquema de substituição de apoio de asna de madeira (adaptado de [2, 14]): |
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As soluções de colagem simples são desaconselhadas em termos gerais, uma vez que envolvem uma tecnologia altamente especializada e um controlo de qualidade bastante apertado, dificilmente realizável em obra, nomeadamente através do controle do estado das superfícies a colar / interface, do grau de humidade da madeira, das pressões de aperto, etc. [4].
Em alguns casos poderá ser mais vantajoso a aplicação de próteses metálicas, igualmente ligadas às peças de madeira existentes através de elementos também metálicos. Esta opção de reparação será sobretudo preferencial nas reparações das estruturas em madeira das coberturas [vd. Fig. 9.16 e Fig. 9.17], não só pelo facto de estas apresentarem muitas das vezes os seus apoios em avançados estados de deterioração, como também por razões de melhor garantia da consolidação aos frechais dos coroamentos e, com isso, rigidificação global do edifício. Faz-se notar para o cuidado especial a ter com a localização particular dos apoios sem continuidade vertical, fundamentalmente os inseridos nas asnas ou reticulados de madeira típicas das coberturas.
