8.3.3 | Estacionamento nas Praças e Largos Significativos - Criação de Alternativas

 

8.3.3.1 | Praça do Adro da Sé. A Praça na Idade Moderna
Os espaços públicos de referência, a partir do tempo moderno18 em Portugal, aparecem cronologicamente ligados a actividades, a pessoas, edifícios, épocas, datas e movimentos artísticos, ligados às principais correntes de pensamento, transpostos para a área da arquitectura e do espaço urbano19.
Este é o maior espaço público do Centro Histórico, onde, entre outras funções anteriores, se fez o estacionamento automóvel principal, como em quase todas as praças europeias, no tempo do automóvel (anos 50/70 e 70/90 em Portugal).

 

Fig. 8.1   Fig. 8.2

Fig. 8.1 | Sé. Estacionamento

 

Fig. 8.2 | Sé. Sem estacionamento

 

 

Fig. 8.3   Fig. 8.4

Fig. 8.3 | Sé. Sem estacionamento

 

Fig. 8.4 | Sé. Com estacionamento

 

 

Apresentando um rectângulo central de 67m por 40.5 metros, entre as fachadas das igrejas, perfazendo 2713.5 m2, comunica com a Praça D. Duarte, Largo da Misericórdia, Largo do Pintor Gata e com o Largo António José Pereira,20

 

Fig. 8.5   Fig. 8.5

Fig. 8.5 | Estacionamento em parque subterrâneo no centro Histórico de Barcelona

 

 

Esta zona carece de estacionamento que resolva os dois tipos de necessidades de estacionamento, o turista acidental, mas sobretudo a necessidade de dotar estacionamento para os residentes. Situações como a do Adro da Sé não têm sido impeditivos de soluções de estacionamento, mesmo nos melhores exemplos como é o caso da praça da Sé de Barcelona, onde se optou por fazer um parque subterrâneo, salvaguardados os aspectos arqueológicos.
O turista, por norma, não tem pressa. Pode-se-lhe propor alternativas de estacionamento já existentes, e um percurso mais ou menos longo, através do casco histórico. O residente tem outras necessidades. Tem pressa de chegar ou sair de casa, não se perdendo em considerações sobre o espaço monumental em que reside. Existirá sempre a necessidade de levar o automóvel, se não à porta, próximo da sua residência, descarregar compras, materiais e pessoas, todo um quotidiano normal e existente, viva-se no Centro Histórico, ou num bloco de apartamentos. Deve-se salientar que o residente já faz, e fará sempre, um esforço suplementar. Nunca terá o automóvel à porta ou na garagem anexa.

 


18 Com a idade moderna, com o Renascimento, aparecem os primeiros espaços urbanos, formais – entenda-se programado. Trata-se de áreas livres, espaços de mercado, de carácter militar ou religioso, que se localizam nas periferias urbanas, por vezes ainda dentro do perímetro da muralha, acto que se limita a preencher o espaço vazio entre o edificado, seguindo o traçado das vias e edifícios preexistentes. A forma da Praça ainda se mantém fluida, segundo um padrão orgânico, no qual os limites não são completamente definidos, marcados pelo plano de fachada de um ou outro edifício. Evoluirá no tempo para uma forma fixa, como no caso do Largo ou Praça do Adro da Sé, em Viseu.

19 Assim podem-se referenciar a Praça de Lovaina ou Largo da Feira, em 1540, em Coimbra; no Porto, em 1611, a Alameda da Cordoaria; em Braga no século XVIII o conjunto de obras de reabilitação e construção de raiz como o Largo do Paço, e o Campo de Touros (reabilitação), ou no Campo do Reduto ou Campo Novo (projecto de raiz), e ainda o inicio da formalização do Campo da Vinha.

20 Somando as áreas dos espaços adjacentes ao adro com 561 e 504 m2, dá uma área total de 3778,5 m2.

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