8.3 |Propostas de Intervenção no Espaço Público

 

Analisado o Centro Histórico de Viseu, integrando os conceitos e acções do espaço público nacional e internacional, pode-se concluir que o Centro Histórico está razoavelmente preservado e funciona.
Partindo do princípio que o turismo, juntamente com a habitação, são os dois alvos a melhorar, propõe-se uma intervenção de normalização do espaço público constituído por cinco vertentes: Limpeza de fachadas e vãos, padronização de pavimentos e mobiliário público, remoção do estacionamento das praças e largos significativos criando alternativas, marcar e melhorar os enfiamentos visuais das entradas-porta do Centro Histórico e monumentalização do património existente.

 

 

8.3.1 | Limpeza de fachadas e vãos

 

8.3.1.1 | Fachadas
Por limpeza de fachadas entendemos o retirar de fiação aérea e exterior à fachada dos edifícios, nomeadamente os cabos de televisão, electricidade, telefone, antenas e parabólicas, aparelhos de ar condicionado e contadores13.
Para que seja possível, será necessário criar ou aproveitar um canal técnico de infra-estruturas, por rua, acessível, instalado por debaixo do pavimento das vias e praças, ligando-as ao interior dos edifícios. Esta será a solução ideal.
A questão do ar condicionado, ainda que tecnicamente mais complicada devido ao número de utilizadores individuais, pode também ser resolvida14.

 


8.3.1.2 Vãos
Portas e janelas devem preservar o desenho e a cor inicial nas suas diferentes tipologias, recorrendo à solução da janela ou porta interior.
Deverá ser desenvolvida a cultura da envolvente urbana do Centro Histórico e dos seus vãos em termos de: ritmos; proporção; cheios e vazios; hierarquias verticais, etc.

 


13 A nova geração de contadores digitais pode ser gerida centralmente, não necessitando de acessibilidade exterior para verificação ou contabilidade dos gastos.

14 Recorrendo à instalação do aparelho exterior no ático entre o forro e o telhado, em zona ventilada e devidamente insonorizada. A utilização de sistemas comuns, por edifício, assim como a utilização dos pátios interiores para a instalação das unidades, ou ainda recorrer a sistemas de ventilação mecânica que vão buscar o ar a 1,5 metros de profundidade no solo, são algumas alternativas possíveis, ainda que dispendiosas.

 

5