8.2.2 |Princípios

 

8.2.2.1 | Eliminação de Barreiras Arquitectónicas

 

Um princípio aplicado na política de espaço público é a eliminação de barreiras arquitectónicas na reabilitação urbana. Assim na reabilitação das zonas de circulação pedonal devem ser introduzidas, rampas, passadiços, elevadores, etc., de forma a facilitar a utilização do espaço público por deficientes e demais utilizadores.

 

 

8.2.2.2 | Mapa Mental

 

A percepção da cidade e a sua visualização tem limites. Para lá de uma certa dimensão é impossível conceber o espaço e a estrutura das cidades. Criam-se então ilhas na memória e percursos referenciados, física e temporalmente, por objectos arquitectónicos ou naturais, configurações, e espaços de tempo que se demora a percorrê-los. Elaboram-se mapas mentais que ajudam o indivíduo a geo-referenciar-se.
A imagem mental da cidade leva muito tempo a formar-se. Necessita de referências, memórias urbanas, que permaneçam de maneira a configurar o espaço, dotando-as de capacidade de orientação, caracterizadoras do espaço e dos mapas mentais para que se possa reconhecer o território.

 

 

8.2.2.3 | Configurar

 

Caracterizar o espaço público com elementos físicos ou arbóreos, configurando o espaço, identificando-o com um determinado lugar. No caso do Centro Histórico de Viseu, devido à quase ausência de elementos arbóreos, no espaço público, propõe-se que se implemente pontualmente alguma vegetação11.

 

 

8.2.2.4 | Participar


Participação das populações locais, residentes, para que estes não rejeitem a modificação do espaço a intervir, convidando-os a participarem na discussão dos projectos, a relacionarem-se com os intervenientes, para que, de algum modo, considerem o espaço como seu.

 

 

8.2.2.5 | Não ofender

 

Não ofender as memórias de ninguém com o objecto artístico a inserir no espaço intervencionado12, ou memórias colectivas de vivência dos espaços e edifícios.

 

 

8.2.2.6 | Envolver

 

Envolver no trabalho, os arquitectos e artistas convidados a intervir nos espaços a reabilitar, assim como estimular os técnicos municipais e as empresas de construção, conseguindo uma participação geral de todos os intervenientes do processo, incluindo os residentes do bairro onde se insere a obra a efectuar.

 

 

8.2.2.7 | Objectivos

 

O objectivo principal é melhorar a imagem do Centro Histórico, a sua acessibilidade e circulação, utilizando o espaço público de forma a criar identidade própria, com uma linguagem contemporânea, e manter uma imagem e identificação que os monumentos sempre ofereceram aos cidadãos, monumentalizando o conjunto de edifícios notáveis ou significativos, como factos urbanos do centro histórico, requalificando o espaço público.

 


11 No do espaço privado do Centro Histórico de Viseu, este possui jardins e conjuntos arbóreos magníficos e semi-abandonados, apresentando possibilidades de integração pontual no espaço público.

12 Se o objecto tratar de uma memória evocativa ou comemorativa, deve haver um largo consenso, maioritário, favorável, se pretende que a obra de arte não seja polémica e seja bem aceite Exactamente ao contrário dos princípios das obras de arte pública em França, onde o princípio da polémica provocatória é estimulado. No entanto a compreensão das realidades distintas e do contexto da necessidade de referências culturais comuns que unam, e não dividam é preferível.

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