10.4.2 | Critérios para a Medição das Quantidades

 

Uma dada operação de reabilitação só estará, completamente, definida através da sua descrição e especificação técnica e respectiva unidade de medição (u.m.) a que correspondem quantidades de recursos necessários para a sua realização, de acordo com o processo construtivo adequado [15]. De forma a estimar os custos das obras de reabilitação tipificadas, o projectista deverá efectuar uma medição das quantidades de trabalho das operações de reabilitação inerentes ao processo interventivo, às quais posteriormente aplicará os correspondentes custos unitários. À semelhança do procedimento de medição dos trabalhos de uma qualquer outra obra, será necessário definir regras que garantam a uniformização dos métodos e critérios a adoptar para a realização dessas medições.

Não obstante a exigência regulamentar (empreitadas públicas) obrigar à definição nos cadernos de encargos dos métodos e critérios de medição, actualmente ainda prevalece um vazio legal nesta matéria. Não existindo quaisquer normas oficiais de medição, nem normas do LNEC, será desejável que se definam nas cláusulas técnicas gerais dos cadernos de encargos as regras a aplicar nas diversas tarefas a executar na obra. De modo a que os custos se adeqúem ao “preço real”, como prática corrente tem-se generalizado a adopção de critérios compilados na publicação do LNEC “Medições em Construção de Edifícios”, pelo que a seguir se transpõem coerente e adaptativamente critérios que podem servir a quantificação dos trabalhos “reconstrutivos” citados [vd. Quadro 10.7]:

 

Quadro 10.7 | Critérios de medição e unidades de medida para operações de conservação / reabilitação [13, 14, 15]

 

Elemento Construtivo / OR

u.m.

Critério

A – Estruturas

Cobertura

m2

Medição da área na projecção horizontal da cobertura

Reforço de Paredes Resistentes

m2

Quantidade de trabalho correspondente à área de construção acima do solo

Reforço de Fundações

m3

Quantidade de trabalho correspondente ao volume de betão adicionado às fundações. Tarefa de elevada complexidade visto que requer uma estimativa prévia do esforço que deverá absorver

Caixa de Escadas

m2

Medição da área do pavimento da caixa de escadas, incluindo a área dos degraus nas escadas

B – Envolvente Exterior

Cobertura

m2

Medição da área segundo a projecção horizontal da cobertura, incluindo os trabalhos estruturais que nela possam ser realizados

Fachadas e Empenas

m2

Quantidade de trabalho relativa à área da fachada em bruto, podendo ou não desconsiderar-se as áreas dos vãos

Caixa de Escadas

m2

Medição da área do pavimento da caixa de escadas, incluindo a área dos degraus nas escadas

C – Interiores

Interiores

m2

Quantidades de trabalho das actividades construtivas em tectos, pavimentos, paredes e carpintarias / serralharias correspondem à área das fracções em causa, excluindo as áreas de instalações sanitárias e cozinhas

Caixa de Escadas

m2

Medição da área do pavimento da caixa de escadas, incluindo a área dos degraus nas escadas

I.S. / Cozinhas

m2

Custos da compartimentação específica incidem sobre as respectivas áreas

D – Instalações Técnicas

m2

Para todo o tipo de especialidades consideradas os custos incidem sobre a área bruta de construção total do edifício

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